Avaliação da biodisponibilidade de potássio das rochas fonolito e siltito glauconítico

Humberto Vieira Lucas Junior, Camilla Santos Reis de Andrade, Beatriz Gaspar de Aguiar, Ednaldo da Silva Araújo, Janaina Ribeiro Costa Rouws, José Guilherme Marinho Guerra, José Antonio Azevedo Espindola

Resumo


O presente trabalho consiste na avaliação das rochas fonolito e siltito glauconítico como fontes de adubação potássica. O experimento foi conduzido em casa de vegetação da Embrapa Agrobiologia, Seropédica-RJ. Foi adotado um esquema fatorial (2x7+1), com dois tratamentos relativos a fontes de potássio (fonolito e siltito glauconítico), com sete diferentes doses de K (0, 50, 100, 150, 200, 250 e 300 kg de K ha-1) e um tratamentos adicional (cloreto de potássio), em delineamento experimental de blocos ao acaso, com 4 repetições. Foi realizado o plantio de aveia preta (Avena strigosa) em areia lavada, em vasos com capacidade de 700 g, sendo mantidas trinta plantas de aveia por vaso. Por ocasião do plantio, todos os vasos foram adubados, nas doses correspondentes citadas acima. Aos sete dias após o plantio, foi realizada a aplicação de N (140 mg de NH4NO3 kg-1 de solo), P (65 mg de P2O5  kg-1  de solo), S (40 mg de S kg-1 de solo) e micronutrientes (Zn, Cu, Fe e B, respectivamente nas doses de 2,0; 1,5; 2,0; e 0,7 mg kg-1 de solo), por meio de solução nutritiva contendo as seguintes fontes: nitrato de amônio, fosfato de cálcio, sulfato de magnésio, cloreto de zinco, sulfato de  cobre, sulfato de ferro e ácido bórico. A adubação foi aplicada a cada 15 dias. O corte da parte aérea da aveia foi feito aos 50 dias após a semeadura. Após a coleta, amostras da parte aérea foram secas em estufa e moídas para realizar a análise química do tecido vegetal. Quando as médias dos tratamentos foram significativas pelo teste F da anova, foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significância. Foi utilizado o software SISVAR para a realização das análises. As variáveis mensuradas foram biomassa fresca e seca da parte aérea e teor de K. Houve resposta significativa à adubação potássica, condição essencial para avaliação das rochas. A produção de biomassa fresca da parte aérea de aveia preta foi maior na adubação com KCl, seguido pelo fonolito, e por fim pelo siltito glauconítico. O KCl apresentou desempenho superior em torno de 25,62 % e 55,47 %, respectivamente, para o fonolito e siltito glauconítico. No que se refere ao efeito dos remineralizadores, o fonolito favoreceu a maior produção de biomassa aérea fresca, em torno de 9,73% em relação ao tratamento sem aplicação de potássio, enquanto o tratamento siltito glauconítico apresentou um aumento de 2,5% para esta mesma variável em relação ao tratamento sem aplicação de K.Os resultados obtidos evidenciaram que o remineralizador fonolito apresentou maior potencial quanto à produção de biomassa fresca e seca da parte área de aveia. Cabe ressaltar a necessidade de estudos futuros para adaptar a utilização dos remineralizadores em condições de campo, para o manejo orgânico ou agroecológico.

Palavras-chave


Remineralizador do solo; Adubação potássica

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