Avaliação de técnicas de plantio na recuperação de áreas de depósito de resíduo sólido de bauxita em Barcarena, PA
Resumo
A pesquisa realizada avalia os dados de 2 experimentos (EI e EII,) implantados num depósito de resíduos da extração de alumina da bauxita, em uma refinaria em Barcarena,PA. No trabalho são avaliados dados biométricos das espécies plantadas, taxa de sobrevivência, taxa de cobertura do solo. O EI, implantado em 2022, foi montado em DIC com 4 tratamentos e 5 repetições em parcelas de 7,5 m x 9 m, onde se buscou estudar o efeito da hidrossemeadura e o uso de leguminosas de adubação verde na cobertura de solo num plantio para restauração. Em cada parcela foram plantadas 18 mudas das espécies arbóreas Calliandra surinamensis, Miconia sp., Ingá sinnamomea, Byrsonima crassifolia, Clitoria fairchildiana e Tapirira guianensis. O EII, implantado em 2023, possui 30 parcelas de 7,5 m x 10 m e foi dividido em 6 tratamentos em DBC com 5 repetições. Os tratamentos envolveram o uso de dois tipos de hidrossemeadura, um padrão com muitas gramíneas e um alternativo com predomínio de leguminosas de adubação verde, associados com plantio de arbóreas com e sem hidrossemeadura padrão ou alternativa; plantio de arbóreas sem hidrossemeadura; sem plantio e sem hidrossemeadura (controle). As espécies florestais foram: Garcinia gardneriana, Calliandra surinamensis, Crescentia cujete, Genipa americana, Inga sp, Pachira aquática, Byrsonima crassifolia, Licania tomentosa, Mimosa caesalpiniifolia e Clitoria fairchildiana. Os dados de cobertura de solo de junho de 2023 mostram no EI uma taxa média de 67% e 35% após um ano com e sem hidrossemeadura, respectivamente. No EII, aos 6 meses as parcelas com hidrossemeadura apresentaram 37% e as sem 9%, de cobertura de solo. Para a taxa de sobrevivência das espécies plantadas no EI, Calliandra Surinamensis, B. crassifolia e C. fairchildiana se mostraram mais resistentes ao longo do monitoramento, com 58,3%, 26,7%, 60%, respectivamente, após um ano. No EII, aos 6 meses, duas espécies se destacam mais, a C. surinamensis com 86,7% e M. caesalpiniifolia com 80%. Com isso conclui-se que o uso de hidrossemeadura junto com plantio de mudas na recuperação de áreas de resíduo solido de alumina, tem produzido resultados positivos na taxa de cobertura do solo.
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