Avaliação de substratos orgânicos para produção de mudas de Cybistax antisyphilitica (Mart.) Mart.

Clarissa Carvalho Santana, Juliana Muller Freire, Luiz Fernando de Sousa Antunes, Brent Gruenhagen Rocha, Maria Elizabeth Fernandes Correia

Resumo


A produção de mudas é uma etapa fundamental na cadeia de restauração ecológica, pois mudas de alta qualidade aumentam as chances de sucesso dos plantios. Dessa forma, ressalta-se a importância de pesquisas voltadas à otimização da produção de mudas florestais nativas de forma eficiente e sustentável, utilizando substratos que atendam a esses princípios. Cybistax antisyphilitica (Mart.) Mart., conhecida como ipê-verde, é uma espécie nativa do Brasil, com potencial para reflorestamento, paisagismo e medicina tradicional. No entanto, há poucos estudos na literatura sobre a produção de mudas de ipê-verde. O presente estudo objetivou avaliar a eficiência de três substratos na produção de mudas de ipê-verde, sendo eles: um tradicionalmente utilizado (convencional), outro derivado da reciclagem de resíduos de esgoto (biossólido) e uma alternativa (gongocomposto), composto produzido a partir de material vegetal decomposto por diplópodes. O experimento foi conduzido na área experimental da Embrapa Agrobiologia. Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados, com 3 tratamentos e 5 repetições. Aos 8 meses, foram analisadas as seguintes variáveis: massa seca da raiz, parte aérea e total, altura, diâmetro do coleto e índice de qualidade de Dickson, além de análises químicas e físicas dos substratos. Os resultados indicaram que o biossólido foi superior em todas as variáveis analisadas, sugerindo que ele oferece melhores condições para o desenvolvimento das mudas de ipê-verde, fornecendo nutrientes de forma mais prontamente disponível. O substrato convencional e o gongocomposto não apresentaram diferenças estatísticas significativas entre si. O gongocomposto, apesar de possuir boa fertilidade, apresentou baixo desempenho, possivelmente devido à menor disponibilidade de nutrientes, ao baixo teor de fósforo e/ou à lenta mineralização, em comparação ao biossólido. Conclui-se que o biossólido mostrou-se o mais eficiente para promover o crescimento das mudas de ipê-verde.


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