Avaliação do Potencial de Resíduos de Ardósia como Fonte Alternativa de Potássio no cultivo de arroz

Marcia Rodrigues Reed Rodrigues Coelho, Luiz Eduardo Souza da Silva Irineu, Gabriela Cavalcante Alves, Sandy Sampaio Videira, José Ivo Baldani, Veronica Massena Reis, Claudia Duarte da Cunha

Resumo


O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de ardósia do mundo. O aproveitamento sustentável dos resíduos gerados durante sua extração oferece uma oportunidade para o setor agrícola como remineralizadores de solo, ricos em nutrientes, como alternativa aos fertilizantes tradicionais. Experimentos prévios com resíduos de ardósia de Minas Gerais (RMG) e Santa Catarina (RSC) apontaram que a aplicação de 10x a necessidade de potássio (K) da cultura (na forma de resíduo de rocha)em arroz de sequeiro (BRS Esmeralda) e irrigado (BRS Tropical) proporcionou resultados equivalentes ao uso da dose recomendada de fertilizante potássico. Levando em consideração que a expansão térmica dos resíduos de ardósia pode aumentar a  liberação K, este estudo teve como objetivo o uso dos resíduos de ardósia após expansão térmica como fonte de potássio no cultivo de arroz. O experimento em casa de vegetação incluiu 8 tratamentos: RMG10x, RSC10x, resíduos expandidos em duas concentrações com 4 repetições por tratamento. Foram testados dois genótipos de arroz, irrigado e de sequeiro, em substrato corrigido conforme análise química para os demais nutrientes. Avaliaram-se as variáveis: número de perfilhos, panículas, altura, volume de raiz, comprimento de raiz, massa fresca e seca de parte aérea e raízes e massa de panículas. Para o arroz irrigado o desempenho foi superior em 6 das 10 variáveis. RMG-10x e RSC-10x superaram o controle (com KCl) em massa fresca da raiz no arroz irrigado e na massa aérea do arroz de sequeiro. RSC-10x foi superior na massa seca da raiz. Concluiu-se então que os resíduos de ardósia, especialmente nas concentrações de 10x, têm potencial como fonte de potássio, com desempenho comparável ao fertilizante convencional. No entanto, os resíduos submetidos à expansão térmica (RMG-e e RSC-e) não demonstraram benefícios significativos, indicando que o tratamento térmico pode não ser necessário.


Palavras-chave


resíduos de ardósia; remineralizadores, potássio, fertilizantes, arroz

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