Avaliação do potencial de Plantas Alimentícias Não Convencionais cultivadas e plantas espontâneas na atração de abelhas.

Mariella Camardelli Uzeda

Resumo


A redução das abelhas responsáveis pela polinização pode acarretar consequências desfavoráveis de ordem ecológica e financeira em escala global. A diversidade das plantas, a produtividade agrícola, garantia de segurança alimentar e o bem-estar humano dependem da implementação de estratégias voltadas para a atração e conservação destes insetos. A partir disto, o objetivo da pesquisa foi avaliar se espécies de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) cultivadas e plantas espontâneas são capazes de atrair abelhas. O estudo foi realizado no campo experimental da Embrapa Agrobiologia em Seropédica – RJ durante julho/2022. A área experimental possuía parcelas de 2m x 2m, sendo 6 cultivadas com espécie de PANC e 15 manejadas de forma que as plantas espontâneas se desenvolvessem.  A presença de abelhas associada às flores das espécies estudas foi avaliada por meio de observações visuais e por meio de captura de exemplares com armadilhas. Para entender a relação abelha-planta foram realizadas análises de rede de interação abelha/planta, relação de dependência e assimetria e força de atração. Foram monitoradas 22 espécies de plantas, sendo uma cultivada e 21 espécies de espontâneas. Do total, quatro espécies eram PANC (uma cultivada e três espontâneas). Somente as flores de Cajanus cajan, Crotalaria pallida (ambas Fabaceae), Emilia fosbergii, Emilia sonchifolia (ambas Asteraceae), Marsypianthes chamaedrys (Lamiaceae) e Waltheria indica (Malvaceae) foram visitadas por abelhas. A espécie que mais se destacou foi Marsypianthes chamaedrys por ter sido umas das espécies que mais recebeu visita das abelhas e por ter atraído abelhas que visitaram apenas suas flores. Os resultados indicam que as PANC e algumas espécies de plantas espontâneas são atrativas para as abelhas e fornece recurso alimentar para as comunidades e, portanto, podem auxiliar na atração das abelhas nos agroecossistemas.


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