Intensificação da polinização em cultivos de Edamame (Glycine max) através da diversificação com plantas alimentícias não convencionais.

Mariella Camardelli Uzeda

Resumo


A polinização por insetos está diretamente relacionada a produção de 80% das plantas cultivadas no Brasil, beneficiando também espécies que se autopolinizam, como as sojas, sendo as abelhas nativas as principais responsáveis por esse ganho produtivo. Entretanto, a simplificação dos sistemas de cultivo, frequentemente baseados em uma só cultura e a eliminação das espécies espontâneas, torna as áreas produtivas pouco atrativas devido a escassez de recursos alimentares, como néctar e pólen. A diversificação de cultivos comerciais usando plantas alimentícias não convencionais (PANC) pode favorecer a atração de abelhas nativas, através do aumento da oferta de recursos, e possibilitar o incremento produtivo da cultura principal por meio do aumento da polinização.  As PANC, em geral, são plantas nativas ou naturalizadas, o que lhes confere uma importante rede de interações e apresentam grande rusticidade além de possuírem um relevante valor nutricional. O presente trabalho tem por objetivo avaliar o ganho produtivo no cultivo do Edamame (Glycine max, cultivar BRS267) através da intensificação da polinização na presença de duas espécies de PANC, Ocimum gratissimum (alfavaca-cravo) e Celosia argentea (espinafre-africano). Serão estabelecidas três áreas de cultivo diversificado de Edamame e três áreas de monocultivo. Para avaliação do ganho produtivo do Edamame será conduzido um teste de exclusão usando filó para impedir a aproximação das abelhas. A avaliação da comunidade de abelhas será realizada através de armadilhas do tipo pantrap e de observação seguida de coleta ativa com o sugador entomológico. A área floral será mensurada através da contagem e tamanho médio das flores. Em todas as áreas será realizado um levantamento das plantas cultivadas e espontâneas existentes em um raio de até 3 m das parcelas. O experimento será implantado nas Hortas Orgânicas em faixas de dutos, em parceria com a Univerde, em Geneciano, Nova Iguaçu (RJ).


Palavras-chave


Palavras chave: agroecologia, serviços ecossistêmicos

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